Estou com vergonha da segunda edição do The Voice Brasil

Ontem foi a estréia da segunda edição do The Voice Brasil na Rede Globo, e posso dizer que estou um pouco decepcionado, porque acreditava que a segunda versão poderia ser bem melhor que a primeira.

Pra começar, acho que grande parte das pessoas não curte Cládia Leitte. Não adianta. A mulher se esforça, mas ela não consegue. Ainda vou escrever um post somente sobre ela, por que acho que vale a pena tentar encontrar um motivo do porquê que grande parte das pessoas não gosta dela. Por mais que ela tenha zilhares de fãs, a presença dela provoca a ira de muitos.

O Lulu Santos é outro que já não tinha uma imagem boa, mas depois da primeira edição do programa, também conseguimos ver que o cara não é o melhor representante do “pop” (ou seria “rock”?) brasileiro. Particularmente, acho ele muito arrogante.

Na minha opinião, o Carlinhos Brown é o pior dos quatro jurados. O cara é um autêntico mala sem alça. Os comentários dele são muito óbvios! Fora que ele é extramente prolixo. Parece-me que os comentários que ele faz sobre determinado candidato poderiam se aplicar a qualquer um dos candidatos (sendo eles ruins ou bons). Somado a isso, ele sempre prolonga as opiniões dele. Sei que ele “representa” de alguma maneira a cultura brasileira, mas eu acho “too much”. Colocar tambores, berimbaus, colares, etc… Sei que o Brasil ainda é um país pobre e com muitas raízes africanas e indígenas, mas o país mudou faz tempo! Existem outras representações mais pertinentes que estas. Acho muito forçado.

Deixei o cantor Daniel por último porque considero ele o melhor dos quatro. Mesmo não gostando do estilo musical dele, ele se mostrou extremamente educado com todos os candidatos, gentil, calmo, sereno, e, ao mesmo tempo, exigente (ele sempre é “criticado” pelos colegas por nunca apertar o botão). Quer queira, quer não, a versão brasileira precisa de um representante sertanejo, porque representa parte da população e da cultura do país, assim como o The Voice USA tem o Blake, representando o country americano.

Fico pensando em nomes melhores, e sim, a música brasileira tem! Tem muita gente boa e com história incrível que poderia estar ali: Marisa Monte, Seu Jorge, Ana Carolina, Djavan, Milton Nascimento, Gal Costa, Maria Bethânia, Jorge Ben, Rita Lee. Mesmo nomes mais “pop” poderiam ocupar as cadeiras e trazer mais conteúdo ao programa: Maria Gadú, Ivete, D2, Seu Jorge.

Essa foi minha opinião sobre os juízes, mas ainda temos outros problemas. Não acho as vozes apresentadas muito boas. Não acho de verdade. E não quero acreditar que o Brasil não tenha vozes boas, afinal somos um país cheio de talentos “escondidos”. Acredito que a triagem da Globo não está boa! A Globo precisaria buscar estes talentos pelo Brasil inteiro, e talvez intensificar a campanha pra encontrar um cantor, assim como ela faz com o BBB. Pra vocês terem uma idéia, até o “Mais Você” tem campanha pra entrar no BBB. Acho que a Globo poderia investir mais nesse “garimpo” de talentos, para aumentar a qualidade das vozes. No primeiro capítulo do programa, não vi muitas vozes arrebatadoras, como vejo nos programas de fora (The Voice, American Idol, X-Factor, etc…).

Tenho acompanhado o The Voice americano, com a diva Christina Aguilera, o cantor country americano Blake Shelton, o vocalista do Maroon 5, Adam Levine, e rapper americano CeeLo Green. Consigo ver muitas diferenças entre as edições dos Estados Unidos e a nossa versão brasileira.

Um destas diferenças é a edição do programa. Claro que os americanos devem ter mais grana para investir, mas a diferença é aparente. A história pessoal de cada candidato é muito importante também, e não somente a performance. A performance deve ser o ápice, mas a apresentação do candidato também é importante. “Garimpar” os problemas, as dificuldades das pessoas, só cultiva mais o carisma dos telespectadores por determinado cantor. No The Voice e no X-factor, isso é muito bem trabalhado. Não me esqueço da negra que perdeu a mãe e cantou para ela “I will always love you”. Ou a menina que tem problema físico nos braços, mas que canta sorrindo. Por quê estes exemplos de superação não são mostrados no The Voice? Afinal de contas, cantar no Brasil deve ser tão ou mais difícil do que em outros países, então temos muitas histórias boas pra mostrar.

No geral, acho que falta planejamento estratégico. Lembro-me do final da primeira versão, quando foi revelado que a talentosíssima Ellen Oléria tinha sido a ganhadora. Alguns segundos após a revelação, o programa acabou. Queria tanto ouvir ela, ver ela comemorando, chorando, rindo, mas a Globo não mostrou. Isso não foi pensando antes? Será que eles estavam atrasados para o início do Domingão do Faustão? Uma emissora do porte da Globo não pode não pensar nestes detalhes.

Pelo que vi, a audiência da estréia foi boa, e alavancou os números das noites de quinta-feira. De qualquer maneira, vou acompanhar os próximos episódios do programa, e torcerei para que a qualidade do programa aumente.

KEEP CALM AND WATCH THE VOICE.

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